Da fresca fonte mais pura,
Que água estranha me deste?
Que vinho estranho foi esse
Que entre suspiros bebi?
Aquela taça segura
Nas tuas mãos, que me estendestes,
A me ordenar que bebesse
Que estranho mel tinha ali?
Não sei, só sei que, intenso foi isso...
Toquei meus lábios risinhos
Naquele estranho licor...
Só sei que inquieta hoje vivo
E morrendo de ilusões em sonhos,
Vivendo morta de amor...
Tu, mais formoso és ainda
Que as flores mais elegantes
Os brilhos tem a sua face
E o meu afeto é como cristal...
É tão sincero, és tão lindo
Que me dão surros, querido
Lhe dar-te inteira esta vida
Que no meu peito palpita...
Sou tua escrava dileta
Escrava dos teus olhares
Reverenciando os teus pés
Serei sua amadora
Durante toda a eternidade
Enquanto ser alimentada pelo teu amor
E sobre tua sombra perfeita conviver...

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